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A cura através das Emoções

A cura através das Emoções

Todos nós sem exceções ansiamos por viver a serenidade em nossas vidas. Serenidade que proporciona a paz da mente, da consciência e do coração. Mas como colocado por nossa amiga, como é difícil usufruir destes momentos num mundo repleto de violência, desamor, orgulho; onde tudo tente a ser tornar obsoleto com o avanço tecnológico e do conhecimento.

Todos nós sem exceções ansiamos por viver a serenidade em nossas vidas. Serenidade que proporciona a paz da mente, da consciência e do coração. Mas como colocado por nossa amiga, como é difícil usufruir destes momentos num mundo repleto de violência, desamor, orgulho; onde tudo tente a ser tornar obsoleto com o avanço tecnológico e do conhecimento. Assim vamos descartando máquinas, objetos, emoções, virtudes e pessoas. Sim pessoa, estranha não é mesmo, como se as pessoas tivessem data de validade. Esse é o caos da vida moderna.

Mas o Universo é perfeito e se conseguirmos ao menos por alguns segundos serenarmos nossa mente e coração iremos perceber que existe harmonia em tudo e para encontrarmos essa harmonia é preciso conhecer as forças que são num primeiro momento antagônicas e equilibrá-las. Esse é o grande segredo: somente no equilíbrio encontraremos a serenidade. Será realmente muito difícil ser sereno, vencendo todas essas inclinações e sugestões que convivemos diariamente? O que vocês acham?

Vamos usar o questionamento de Kardec: ” Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?” cuja resposta pelos espíritos foi: “Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!” Diante da resposta dos espíritos fica evidente que depende de nós o esforço e a vontade para alcançar a serenidade, que por sua vez está ligada as nossas emoções, em nossa rotina.

Assim retornando ao questionamento de nossa querida amiga: Como alcançar o controle e a cura de nossas emoções a fim de se manter sereno, pode ser respondido com a resposta recebido por Kardec, através de esforços insignificantes, desde que se tenha vontade. Vamos entender o que são emoções, para compreender quais seriam esses esforços insignificantes.

A palavra emoção provém de um verbo latino (emovere) cujo significado mais amplo é mover. Sendo assim podemos dizer que emoção é o que causa movimento de nossos pensamentos. Esses movimentos podem ser positivos, negativos ou até mesmo nulos. Diante disso dizemos que as emoções não têm cunho moral, diferente de nossas ações que são baseadas em nossas acepções morais. Sendo as emoções amorais, é importante que aprendamos a não reprimi-las, pois quando fazemos isso estamos deixando de ser o que somos em nosso eu mais profundo, estamos aos poucos perdendo nossa identidade espiritual e nos tornando descartáveis. Mas então como vou evoluir se sinto através da emoção raiva, tristeza, medo?

Sentir não significa agir. E é ai que se encontra nossa grande dificuldade. Tentamos reprimir nossas emoções e quando fazemos isso acabamos por reprimir todas as emoções inclusive as que julgamos “boas” como o entusiasmo, a persistência, a coragem. Precisamos na verdade aprender a conhecer e identificar nossas emoções. Esse processo faz parte do que chamamos de reforma intima, de conhecimento e aceitação de nossa sombra e de nossa luz. Quando dizemos identificar estamos nos referindo ao ato de tomar conhecimento, de perceber as emoções sem pré-julgamentos, a fim de buscar o equilíbrio.

Ao perceber as emoções em meu interior, posso ter a vontade e o discernimento necessários para através de meu livre arbítrio deixar que elas me levem a uma ação ou não. Por exemplo, se sinto raiva por uma pessoa, e assumo que estou sentindo raiva, fica mais fácil entender que não posso deixar me envolver por essa sensação e transformá-la em um ato de que me arrependerei mais tarde, ou seja, não devo agir pelo impulso desta emoção. Se num outro momento sinto a emoção do entusiasmo em me dedicar aos estudos da doutrina para iniciar a minha reforma íntima, se percebo essa emoção, posso com segurança me deixar agir por ela, pois a ação será benéfica e me trará grandes resultados.

Portanto é fundamental percebermos as emoções para com discernimento decidir se podemos ou não nos guiar por elas. Quando dizemos curar pelas emoções temos que entender que todos trazemos dentro de nós o poder da cura. Esse poder jaz adormecido em nosso “eu critico”, como todas as demais verdades. Portanto curar as emoções não é eliminá-las, assim como reforma íntima não é eliminar as sombras, mas vigiar e equilibras nossas atitudes colocando luz para saber com discernimento e os ensinamentos do Mestre Jesus os momentos em que podemos usá-las, de forma a proporcionar o BEM.

Portanto, minha amiga, se está difícil encontrar a cura através das emoções é porque falta ainda desenvolver essa percepção das emoções e principalmente o auto amor. Somente com o auto amor é que conseguiremos aceitar o estágio de evolução espiritual que nos encontramos e a partir do conhecimento desta verdade traçar caminhos que nos levarão mais próximos ao nosso destino de sermos seres mais perfeitos.

São ferramentas imprescindíveis para esse trabalho que requer muita vontade e persistência: o olhar, o vigiar e o orar. “Olhar” para que possamos nos conhecer nos situarmos onde estamos e onde queremos chegar. “Vigiar” para que não nos deixemos ser absorvidos por ilusões que nos desviarão da realidade e tornarão a nossa jornada ainda mais longa. Neste momento o auto perdão e o auto amor são fundamentais, pois somente assim conseguiremos chegar ao destino. E o “orar” para que a todo instante Deus se faça presente em nossa vida, nos momentos de tristeza, dúvida e medo nos amparando e guiando, assim como nos momentos de alegria, e entusiasmo vibrando e celebrando conosco. E não podemos nos esquecer também de que nos momentos de prece os benfeitores espirituais estão em maior sintonia, nos proporcionando inspirações e animo para a nossa jornada espiritual. Nunca estamos sós.

E para finalizar é importante lembrarmos que não somos o que outros dizem, ou ainda o que pensamos que somos, mas na verdade somos somente o que sentimos. Sentimento é na verdade a emoção transformada em ação seja ela positiva ou negativa. Ação de deixar que a emoção nos conduza ou não. Somos seres únicos, vivenciando e aprendendo com todo o amparado da Espiritualidade maior se assim o permitirmos. Nada tão complicado não é? Basta ter a coragem de se auto conhecer com muito amor.

Amigos de aprendizado, vamos usar nossas emoções para curar a nossa falta de auto amor. Vamos permitir nos conhecer melhor e aprofundarmos o conhecimento de nosso “verdadeiro eu”. Como já nos ensinava Jesus e os filósofos: Conhece-te a ti mesmo.

Fiquem com o Amor de Deus e a doçura e serenidade de Maria guiando-os nessa jornada de auto descobrimento.

Médium: Lúcia
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré)

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