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A necessária convivência familiar

A paixão daquela avó era se ver rodeada pelos netos atentos, contando-lhes histórias e histórias. E os pequenos adoravam fazer perguntas e mais perguntas.

A paixão daquela avó era se ver rodeada pelos netos atentos, contando-lhes histórias e histórias.

E os pequenos adoravam fazer perguntas e mais perguntas.

Certa tarde, ela começou a falar sobre sua infância, tão diferente da vivida por eles. Confessou que sentia saudades de muitas coisas e situações que não se repetiam na atualidade:

O fogão, em minha casa, era feito de tijolos e barro, para queimar lenha. Todas as manhãs, fazia tanta fumaça até acender, que dava vontade de chorar.

Enquanto a água fervia para fazer o café, o leiteiro anunciava sua chegada, no portão de casa, com os galões de leite fresquinho, recém tirado das vacas.

O pão era feito por minha mãe e assado no forno de lenha. Ficava delicioso com manteiga purinha. Nunca mais comi pão igual.

Sentávamos todos ao redor da mesa grande. Mamãe ia nos servindo e meu pai fazia uma oração. Depois que nos alimentávamos, cada qual seguia seu rumo.

Papai saía para o trabalho, os maiores iam para a escola. Mamãe ficava em casa, cuidando dos pequenos, limpando, cozinhando.

O encontro seguinte era no horário do almoço em família. E, depois da tarefa escolar realizada, podíamos brincar no quintal.

Um balde de água era posto no fogão para aquecer o banho de caneca, que tomávamos ao anoitecer.

Depois do jantar, à luz do lampião, ficávamos sentados ao redor de meu pai, ouvindo as histórias fantásticas, com que nos alimentava a imaginação.

À medida que o sono ia nos alcançando, éramos recebidos pelos colchões de palha de milho, desfiada. E dormíamos, entre brancos lençóis.

Parece conto de fadas, diziam sorrindo, as crianças...

*   *   *

A transformação da vida se fez muito grande na última metade de século.

Fogões a gás, elétricos, micro-ondas substituíram o fogão a lenha, que tanto trabalho e sujeira causava.

O leite ordenhado e entregue no portão, todas as manhãs, agora é encontrado em várias formulações nos supermercados.

Pães das mais variadas composições satisfazem a todos os gostos.

A mesa grande, onde a família se reunia, orava, conversava e se alimentava, é pouco utilizada, considerando-se a correria e os horários desencontrados.

Brincar no quintal é praticamente impossível, pois os espaços diminuíram sensivelmente.

E o banho é com chuveiros e duchas modernas.

Colchões de espuma, de mola, de ar ocupam as camas da atualidade.

De fato, foi grande a mudança.

Desde que a eletricidade foi alcançando todas as regiões, a tecnologia nos presenteou com centenas de máquinas e artefatos para facilitar nossas vidas.

O tempo, antes apenas voltado para a sobrevida, hoje nos é oferecido largamente.

E, são exatamente essas horas que a modernidade nos oferece as que devemos melhor investir. De um modo geral, ocupamos esse tempo nos vinculando a atividades de variada espécie.

É nesse pormenor que, por vezes, nos equivocamos, esquecendo da importância da convivência familiar.

Esquecemos do tempo para conversar, dizer do que nos aconteceu, do que nos aborreceu ou nos alegrou.

Esquecemos das horas de estarmos juntos, de oferecermos abraços sem pressa, de nos perdermos nos braços uns dos outros, em doce e familiar aconchego.

Pensemos nisso.

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