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Chama-me pelo nome

Ela acordou louca! Foi o que todos afirmaram, no amanhecer daquele dia, na cidade de Magdala. Todos desejavam saber o que havia acontecido à Maria Madalena que a fez deixar toda sua riqueza e conforto para sair de Magdala trajando apenas um simples manto.

Ela acordou louca! Foi o que todos afirmaram, no amanhecer daquele dia, na cidade de Magdala.

Todos desejavam saber o que havia acontecido à Maria Madalena que a fez deixar toda sua riqueza e conforto para sair de Magdala trajando apenas um simples manto.

*   *   *

A noite estava escura e ligeiramente fria.

Ao aproximar-se da singela casa de pescador, na praia de Cafarnaum e na qual ela sabia estar o Mestre, seu coração disparou e suas mãos ficaram trêmulas.

Embora sua alma desejasse profundamente aquele encontro, ela se sentia envergonhada por seus atos passados, por sua vida de luxúria e desequilíbrio no campo afetivo.

Ao adentrar no recinto e contemplá-lo, num impulso ela se lançou a Seus pés e, em meio a grossas lágrimas, exclamou: Raboni, que, em aramaico, significa Mestre querido.

Jesus, tomando as mãos daquela mulher entre as suas, gentilmente asseverou: Maria.

Ela estranhou o fato dEle a chamar pelo nome, pois que estavam se conhecendo naquele momento.

Porém Jesus, redarguiu: Maria, eu sou o bom pastor. E conheço todas as minhas ovelhas.

Naquele instante, o Mestre falou a Maria sobre os tesouros do céu e a convidou a uma tarefa grandiosa: Ama, Maria.

Sentindo-se renascer, Maria Madalena retornou à sua residência, vendeu seus bens, tudo distribuindo entre seus servos e os pobres.

A partir daquele dia, onde se encontrava Jesus de Nazaré, lá também estava a arrependida de Magdala.

O tempo se sucedeu. Chegou o dia em que Jesus foi levado diante da autoridade romana, aprisionado, torturado e crucificado.

Durante o caminho até o Gólgota, ao lado de Maria, mãe do Cristo, encontrava-se Maria Madalena. Seu coração estava despedaçado de tristeza pelo que os homens faziam Àquele que havia sido o único homem que verdadeiramente a amara e a aceitara.

Três dias haviam passado desde que Ele morrera. Na manhã de domingo, Maria de Magdala foi ao local da sepultura de Jesus. Para sua surpresa, o túmulo estava vazio.

Antes que pudesse entender o que houvera acontecido, aquela doce voz mais uma vez a chamou pelo nome: Maria.

E, com o coração repleto de alegria, ela novamente se lançou a Seus pés: Raboni!

Nos anos que se seguiram, Maria de Magdala foi viver junto aos abandonados no vale dos leprosos, em Jerusalém, ofertando-lhes os ensinamentos do Mestre.

Em seu retorno ao plano espiritual, foi recebida por Jesus, que, abraçando-a, declarou: Maria, já passaste a porta estreita!… Amaste muito! Vem! Eu te espero aqui!

*   *   *

Guardemos as palavras de Pedro: O amor cobre uma multidão de pecados e erros. Deixemos o ontem no passado e nos preocupemos com o que hoje fazemos em função de nosso progresso.

Todos os dias Deus nos concede um novo alvorecer, repleto de oportunidades. Aproveitemos, portanto, cada segundo, a fim de marcharmos em direção ao Mestre.

Tenhamos a certeza: Ele nos conhece pelo nome e nos aguarda de braços abertos…

 

Redação do Momento Espírita, com base no cap. 20,
do livro Boa Nova, pelo Espírito Humberto de Campos,
psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. FEB.

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