Redação Espírita - Mensagens, Palestras Online, Psicografias...

MENU

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter

Morte infantil

Morte infantil

A morte sempre dilacera corações. Quando se trata de crianças em tenra idade, parece ainda pior. À dor dos pais, une-se a dos amigos e conhecidos e ela vai crescendo como uma bola de neve.

A morte sempre dilacera corações.

Quando se trata de crianças em tenra idade, parece ainda pior.

À dor dos pais, une-se a dos amigos e conhecidos e ela vai crescendo como uma bola de neve.

Normalmente termina com gritos de revolta contra a Divindade e Sua sabedoria.

Ou então as criaturas clamam a Deus, crendo-se por Ele esquecidas.

Foi exatamente por esse quadro quase rotineiro que nos surpreendeu a história narrada por uma americana.

Casada, mãe de dois belos garotos, uma boa provisão de contas, problemas, amor e felicidade.

Mas Beth sentia que, no Mundo Espiritual, havia mais um menino esperando para nascer. Ela o sentia como dela. Apenas não o havia concebido.

Conseguir o garoto não foi fácil. Foram sete anos de médicos, orações, desapontamentos e dois abortos espontâneos.

Finalmente, nasceu o menino.

Ela não conseguia encontrar o nome que significasse presente direto de Deus, por isso o chamou Marcos.

Reconhecia o filho como algo muito especial.

E era mesmo. À medida que foi crescendo, foi mexendo com a família toda.

Como acontece muitas vezes com o filho temporão, ele reabriu os olhos e os corações de pais e irmãos para novos e ricos sentimentos de amor e de felicidade.

Os irmãos mais velhos logo assumiram o papel de jovens pais.

E do Camaradinha, como o chamavam, foram recebendo lições de paciência, compreensão, tolerância.

Sim, porque quando ele estava acordado conseguia manter a família toda, na maior parte do tempo, um pouco maluca.

Quando acordava, alguém dava o alarme: Alerta! Tufão à vista!

Subia no piano, no armário, na mesa. Era um Espírito tão cheio de vida que Beth acreditava que nunca o mundo o conseguiria domar. Ele parecia livre como uma brisa fresca.

Por vezes, ela se detinha a contemplá-lo.

Narizinho arrebitado, boca sorridente, vivos olhos azuis, cabelo louro. E pensava: Lembrarei sempre de você como é agora.

Mas, pouco antes de fazer cinco anos, Marcos adoeceu. Leucemia. Disseram que ele iria morrer.

Naquele dia do diagnóstico, o pai montou o carro que havia escondido para o Natal e deixou que o filho corresse alegremente com ele pelo jardim, antes de partir para o hospital.

Foram três semanas de injeções, dores, transfusões, pílulas. Voltaram para casa.

Começaram os intermináveis exames de sangue e as tentativas para manter o menino vivo. Sempre havia esperança…

Olhar para os olhos brilhantes e confiantes de uma criança amada, assistir a dor dos tratamentos, ver aquela criança morrer lentamente…era insuportável.

Mas Marcos morreu durante um ano inteiro.

O grande amor de toda a família não o protegeu contra coisa alguma.

Quando o corpo inchava, Beth lhe dava amor. Quando ficou cego, ela lhe contava histórias para aliviar-lhe a dor.

Quando foi acometido por hemorragia, atormentado por convulsões, ela lhe disse adeus.

Ele morreu. Ela lhe fechou os olhos.

Abraçada ao marido e aos outros dois garotos, falou:

De novo sabemos que há um menino no Mundo Espiritual que é parte de nós.

Deus nos permitiu conhecê-lo e vivê-lo.

A luz de Marcos brilhará pelo resto das nossas vidas. Muito obrigada, meu Deus!

Redação do Momento Espírita, com base no artigo Uma pequena estatística (condensado de Câncer News).

Veja Também!

Os artigos relacionados podem te interessar:

[Ver mais sobre Sempre com alegria]

Sempre com alegria

Irmã Ananda. Ananda quer dizer alegria. Irmã Alegria. Desde sua mais tenra infância,...

[Ver mais sobre Pobreza e riqueza]

Pobreza e riqueza

Pela metade do século XX, um filme de suspense de Alfred Hitchcock fez sucesso: O homem que sabia...

[Ver mais sobre Perante as tempestades]

Perante as tempestades

Raios caíam rasgando o céu. Trovões ressoavam sacudindo paredes. Ventos fortíssimos carregavam...

[Ver mais sobre Os desafios da vida]

Os desafios da vida

Abrir a caixa de um quebra-cabeças pela primeira vez, desses de milhares de minúsculas peças, é...

Olá, deixe seu comentário para Morte infantil

Enviando Comentário Fechar