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Nossa solidão

Como ainda podemos nos sentir sós num mundo tão conectado, onde temos tanto acesso à informação, onde podemos nos comunicar com tanta facilidade uns com os outros?

Como ainda podemos nos sentir sós num mundo tão conectado, onde temos tanto acesso à informação, onde podemos nos comunicar com tanta facilidade uns com os outros?

A resposta é simples, ao mesmo tempo indigesta: solidão tem a ver com algo mais profundo do que a presença de pessoas ao nosso lado, do que movimento das gentes, do que estar ou não conectado ou acompanhado.

A prova disso é que alguns podem passar muito tempo sozinhos e não se sentirem sós. Outros, por sua vez, podem ter cônjuge, filhos, contarem amigos às centenas nas redes sociais, mas sofrerem de imensa solidão.

Nietzsche foi capaz de dizer com todas as letras: Minha solidão não tem nada a ver com a presença ou com a ausência das pessoas.

A solidão patológica, que se instala como gigante da alma, tem a ver com a distância entre o ser e sua essência. Tem a ver com o vazio que ainda reina absoluto em nós.

Há um imenso espaço a preencher dentro de nós, um espaço que apenas agora estamos descobrindo. Um universo onde ainda reina o silêncio – um silêncio incômodo, que tentamos preencher com os barulhos do mundo.

Por isso falamos tanto e ouvimos tão pouco. Por isso buscamos tanto entretenimento e tão pouca cultura. Por isso apreciamos locais e músicas ruidosos. Tudo isso nos afasta do silêncio.

O silêncio nos assusta. O silêncio nos força a ouvir os ecos da alma, nos força a olhar para dentro, a nos encontrarmos.

Mas é justamente aí que está o caminho para tratar a solidão. Temos que buscar nossa essência através de dois grandes movimentos: amando a nós mesmos e amando ao próximo.

A lição não é nova. Já fomos orientados, há muito tempo, sobre esse movimento necessário em direção ao Criador: nós e nosso próximo na direção de Deus.

Conhecendo-nos, aceitando-nos, podemos dar os primeiros passos no rumo do autoamor.

Autoperdão, disciplina, persistência são outros componentes importantes desse processo, que é longo, mas que precisa ser iniciado com urgência.

Ao mesmo tempo, o amor ao próximo irá nos mostrar como nos preencher interiormente de outra forma. A lâmpada que ilumina o caminho de alguém, antes de tudo, clareia a si mesma.

Quem ama se sente pleno, quem ama se completa, quem ama nunca se sente só.

Ao invés de querermos a companhia de alguém, nos tornamos companheiros do outro. Ao invés de desejarmos que satisfaçam nossas carências, atenderemos as carências alheias.

Quem é solidário, nunca estará solitário, diz-nos, com propriedade, o Espírito Joanna de Ângelis.

Esses dois amores primordiais, a nós e ao nosso próximo, colocam o ser, naturalmente, na direção do amor ao nosso Criador.

Assim, enfim, a criatura que sempre esteve abraçada pelo Criador, mas nunca percebeu, agora o abraça conscientemente e diz: Não me sinto mais só.

*   *   *

Não estamos sós, embora nosso coração ainda se sinta dessa forma.

O mundo talvez não nos trate da maneira como desejaríamos. Criamos expectativas que se frustram com frequência.

Aqueles que desejam nosso bem estão sempre ao nosso lado. Conversemos mais com eles. Paremos um pouco, façamos uma oração, em qualquer lugar, quando sentirmos vontade, e não nos sentiremos mais assim.

Percebamos a vida pulsando à nossa volta.

Não estamos sós.

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