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Prêmio à fé

Foi no ano de 1973 que o Prêmio Templeton foi dado pela primeira vez. Entre dois mil indicados ao corpo de jurados, a escolha recaiu sobre Madre Teresa.

Foi no ano de 1973 que o Prêmio Templeton foi dado pela primeira vez. Entre dois mil indicados ao corpo de jurados, a escolha recaiu sobre Madre Teresa.

O encarregado para fazer a entrega do prêmio foi o marido da rainha da Inglaterra, Filipe, duque de Edimburgo.

O Prêmio Templeton tem como exigência premiar a qualidade do testemunho religioso.

No seu discurso, o duque de Edimburgo teve oportunidade de assim se expressar: Nada posso nem me atrevo a dizer sobre Madre Teresa. Mas há muito que aprender de seu exemplo. A lição que, sobretudo, deveríamos aprender é tão simples quanto velha: a fé de uma pessoa mede-se por seus atos...

Madre Teresa não poderia ter vivido tal vida nem realizado tais obras sem uma fé imensa.

Depois de receber o Templeton, na presença de personagens ilustres, Madre Teresa, por uma questão de cortesia, pronunciou algumas palavras:

Ao conceder-me este Prêmio, vós o destes a todas as pessoas que, de todos os lugares da Terra, compartilham comigo o mesmo trabalho, semeando o amor de Deus entre os pobres.

Nós estamos em contato com o corpo de Cristo. É a Cristo que tem fome que nós damos de comer. A Cristo nu que nós vestimos. A Cristo desalojado que oferecemos teto.

Mas a Sua não é apenas fome de pão, nudez de roupas, ou necessidade de uma casa de alvenaria. Cristo tem, hoje, em nossos pobres, e também nos ricos, fome de amor, de cuidados, de calor humano, de alguém que se preocupe com eles como de algo próprio.

Hoje como ontem, Jesus vem aos Seus e eles não O reconhecem.

Vem nos corpos purulentos dos nossos pobres. Vem até mesmo nos ricos que estão se deixando sufocar pelas riquezas, na solidão de seus corações, e não têm quem os ame.

Damo-nos conta da existência dessa classe de pessoas, talvez ao nosso lado?

Talvez se trate de um cego que ficaria muito feliz se lhe lêssemos o jornal.

Talvez seja um rico que não tem quem o visite. Não lhe falta nada materialmente, mas está sufocado por sua própria riqueza.

Algum tempo atrás, veio ter conosco um homem muito rico. Disse-me: “Aceite esta oferta, para que alguém venha à minha casa. Estou quase cego. Minha mulher perdeu o uso da razão. Nossos filhos se afastaram de nós. Estamos morrendo de solidão.”

Desejavam o amável acento da voz humana.

Nossos moribundos abandonados, nossos doentes, nossas crianças sem assistência, paralíticos, têm necessidade de amor, de compaixão, de calor humano.

O dinheiro não basta.

Eles têm necessidade de que nossas mãos lhes prestem serviço, de que nossos corações lhes ofereçam amor.

É Cristo que tem fome de amor e de cuidados.

A Bíblia diz: “Procurei quem me consolasse e não encontrei.”

Como seria terrível se Cristo tivesse que repetir isso hoje.

*   *   *

A vida dessa mulher incomparável nos diz que é possível fazer o bem, superando qualquer dificuldade.

Que a vivência dos preceitos evangélicos é possível, bastando que nos armemos de fé. Fé que é certeza inabalável de que somos filhos do mesmo Pai e, portanto, pertencentes a uma única e imensa família.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base em dados biográficos de Madre Teresa de Calcutá.

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