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Violência

Tem se tornado comum as quadras de esporte se transformarem em campos de batalha. Os torcedores seguem para os estádios portando objetos que possam vir a ser usados como projéteis, eventualmente.

Tem se tornado comum as quadras de esporte se transformarem em campos de batalha. Os torcedores seguem para os estádios portando objetos que possam vir a ser usados como projéteis, eventualmente.

Quando não, encontram no próprio local o que lhes possa servir de arma agressora. Assim, as pessoas que deveriam estar torcendo, vibrando pelo seu time, alegrando-se ou se entristecendo com ele, se descontraindo, saem feridas e algumas, gravemente.

Até pouco tempo, quando se falava de violência nos esportes, pensava-se em lutas agressivas como o boxe, por exemplo. Mas, agora, a violência se faz presente em quase todas as modalidades.

Uma desportista contrata um mercenário para agredir sua concorrente. Consegue tirá-la dos jogos finais. Quase lhe encerra a carreira.

A mídia se empenha em anunciar o retorno de excelente lutador de determinado esporte com a manchete estrondosa de A fera está de volta. E trata-se de um homem, um ser racional.

O entusiasmo com que muitos disputam lugares privilegiados, a ferocidade com que se envolvem e as vaias por uma luta demasiado breve, nos remete aos dias romanos dos gladiadores.

Parece-nos estarmos muito próximos daqueles tempos, onde somente os fortes deveriam sobreviver. A luta era até a morte.

Se, nas horas de lazer, estamos sendo tão violentos, é de nos indagarmos como estamos nos portando no dia a dia. Ante as pressões do trabalho, da família, dos amigos.

Não é de admirar, pois, que a vida esteja a ser considerada artigo barato. Pelas coisas mais mesquinhas, de somenos importância, parte-se para a violência verbal ou física.

É hora de nos questionarmos como pretendemos deter a hidra da guerra, calar a boca dos canhões, quando realizamos nossas guerras particulares, na disputa por coisas tão efêmeras.

Quando relembramos os tristes dias do lançamento da dolorosa bomba de Hiroshima e Nagasaki, é tempo de nos perguntarmos: Ainda não aprendemos a lição? Não nos bastam as dores já sofridas? Que desejamos para nós e para nossos filhos?

Não se constrói a paz, predispondo-se para a guerra. Paz é condição interior. Somente quem a conquistou, a pode usufruir.

Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. – Disse Jesus.

Vamos começar hoje a semear a paz. Desarmemo-nos. Cultivemos a paciência. Amemos mais, desculpemos mais, semeemos flores de calma e harmonia ao nosso redor.

O jardim do mundo, para se colorir de paz necessita das flores da calma, do perdão, do equilíbrio, da alegria. Vamos começar a semear?

Você sabia?

Você sabia que os primeiros registros conhecidos de combates esportivos, travados com os punhos, são da Grécia antiga?

Que, por volta do Século IV a.C., as mãos passaram a ser envolvidas com tiras de couro?

E que, em Roma, essas bandagens passaram a ser cobertas com pequenas bolas de metal? O combate só acabava com a morte de um dos lutadores.

Lembremos: a violência animaliza. O amor conforta.

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