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Quando o duque de Windsor era príncipe de Gales, teve que dar uma volta pela América do Sul. Antes de partir para tal viagem, passou meses estudando espanhol, com o objetivo de poder fazer discursos em público, no idioma dos países que visitava. Obviamente, os sul-americanos gostaram mais dele por isso.

Quando o duque de Windsor era príncipe de Gales, teve que dar uma volta pela América do Sul.

Antes de partir para tal viagem, passou meses estudando espanhol, com o objetivo de poder fazer discursos em público, no idioma dos países que visitava.

Obviamente, os sul-americanos gostaram mais dele por isso.

*   *   *

Um antigo ator da Broadway, certa vez foi entrevistado por um estudioso, que pesquisava a origem do carisma das pessoas.

Perguntando ao artista qual poderia ser a possível razão de ser tão querido pelo público, esse lhe respondeu:

Cada vez que entro em cena, ainda digo a mim mesmo: - Estou muito grato porque esta gente veio me ver. A sua presença faz com que minha vida corra de um modo agradável.

E, com certa emoção nas palavras, terminou afirmando: - Vou dar-lhes, pois, o melhor que me for possível.

*   *   *

Conta-se também que, certa feita, Theodore Roosevelt foi à Casa Branca, quando já não era mais o presidente dos Estados Unidos.

Sua sincera estima pelas pessoas humildes ficou patente, quando saudou todos os antigos empregados da Casa Branca pelos seus nomes, mesmo as serventes que lavavam louça na cozinha.

Quando viu Alice, a empregada da cozinha, perguntou-lhe se ainda fazia pão de milho.

Alice respondeu que algumas vezes o fazia para os empregados, mas não para os patrões.

Eles demonstram mau gosto, gracejou Roosevelt, e direi tal coisa ao presidente quando o vir.

Alice então lhe trouxe um pedaço, num prato, e ele atravessou o gabinete comendo-o, saudando os jardineiros e trabalhadores na sua passagem...

Um homem que havia sido porteiro da Casa Branca, durante quarenta anos, disse com lágrimas nos olhos:

Foi o único dia feliz que tivemos, durante quase dois anos, e nenhum de nós o trocará por uma nota de cem dólares.

*   *   *

Realmente, o interesse pela vida dos outros faz mágicas, e sua falta causa desastres.

Alfred Adler, famoso psicólogo vienense, certa vez escreveu em uma de suas obras:

É o indivíduo que não está interessado no seu semelhante quem tem as maiores dificuldades na vida e causa os maiores males aos outros.

É entre tais indivíduos que se verificam todos os fracassos humanos.

A reflexão é valiosa e séria. Não há adversário mais competente que este, para se combater o orgulho e o egoísmo.

O interesse sincero pelo próximo nos mostra que não somos melhores que os outros, que somos irmãos.

O interesse sincero pelo próximo nos faz dividir nossa atenção, nosso tempo, nossa vida e tudo mais com esses que nos cercam.

*   *   *

A alma que mais se interessou pela vida de seu semelhante, quando esteve na Terra, sempre deixou muito claro que a Lei maior que deveria reger nossa vida em sociedade seria:

Fazer aos homens tudo o que queiramos que eles nos façam, pois é nisso que consistem a lei e os profetas.

O interesse pela vida do outro é o germe do amor maior que todos buscamos.

O interesse pela vida do semelhante é o caminho mais seguro e prazeroso para a almejada felicidade.

 Redação do Momento Espírita, com base no cap. 6, pt. 2, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dale Carnegie, ed. Companhia Editora Nacional.

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